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Desmatamento ilegal em MG: mais de 3 mil hectares devastados

Desmatamento ilegal em MG: mais de 3 mil hectares devastados Mais de 3 mil hectares de Mata Atlântica foram desmatados ilegalmente em Minas Gerais, afetando recursos hídricos e a biodiversidade da região. Um recente levantamento revelou que mais de 3…

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Desmatamento ilegal destruiu área equivalente a mais de 4 mil campos de futebol em MG, aponta operação

Desmatamento ilegal em MG: mais de 3 mil hectares devastados Mais de 3 mil hectares de Mata Atlântica foram desmatados ilegalmente em Minas Gerais, afetando recursos hídricos e a biodiversidade da região. Um recente levantamento revelou que mais de 3 mil hectares de Mata Atlântica foram destruídos ilegalmente em 27 municípios nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri, em Minas Gerais. Essa área devastada equivale a mais de 4 mil campos de futebol, levantando preocupações sobre a preservação ambiental na região.

Impactos do desmatamento na região

A Operação Mata Atlântica em Pé, realizada em conjunto pelo Ministério Público, Polícia Militar de Meio Ambiente e órgãos ambientais estaduais, expôs um cenário alarmante. De acordo com Maria Izabela Santos Colares, coordenadora das Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente no Norte de Minas, a vegetação nativa tem sido substituída por pastagens e plantações de grãos, como soja, sem a devida autorização. Além da devastação da flora local, a operação identificou sérios danos aos recursos hídricos. A promotora destacou o impacto de um curso d’água que estava seco, o que, embora possa ser esperado na estiagem, é agravado pela ausência de mata ciliar que poderia proteger a área durante as chuvas.

Medidas adotadas e consequências legais

As áreas desmatadas foram embargadas, e os proprietários só poderão retomar suas atividades após regularizarem a situação, o que inclui a recuperação da vegetação nativa e o pagamento de multas. No total, 77 autos de infração foram emitidos, totalizando R$ 44 milhões em penalizações.

Uso de tecnologia para fiscalização

A operação não apenas contou com vistorias presenciais, mas também utilizou monitoramento remoto e inteligência geoespacial para identificar as áreas afetadas. Alexandre Gaio, coordenador do projeto, enfatizou que a tecnologia tem sido fundamental para rastrear a supressão da vegetação e identificar os responsáveis, uma vez que 89% dos desmatamentos ocorrem em propriedades registradas no Cadastro Ambiental Rural.

A pressão sobre a Mata Atlântica

A Lei da Mata Atlântica, que protege este bioma, completará 20 anos em 2026. Apesar de uma redução de 40% no desmatamento em 2025 em comparação a 2024, conforme dados da Fundação SOS Mata Atlântica, a região continua sendo uma das mais ameaçadas do Brasil. Luís Fernando Guedes Pinto, diretor executivo da organização, enfatiza a importância da preservação ambiental para a agricultura, alertando que o desmatamento compromete a produção agropecuária e agrava os riscos de fenômenos climáticos extremos, como secas e alagamentos. A situação exige atenção e ação imediata para garantir a preservação da Mata Atlântica e a sustentabilidade das atividades agrícolas na região.

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