Internacional usa trator como garantia em disputa judicial por dívida Clube gaúcho oferece trator como garantia em processo por dívida de R$ 30 mil. Saiba mais sobre o caso e suas implicações. O Internacional, tradicional clube de futebol do Rio Grande do Sul, apresentou um trator agrícola avaliado em R$ 80.488 como garantia em um processo judicial referente a uma dívida de R$ 30.621,56. A medida foi tomada em resposta a uma cobrança do empresário Tiago Silva dos Santos.
Contexto da Disputa Judicial
A origem da dívida remonta a um contrato de pagamento de comissão firmado entre o Internacional e Silva dos Santos em 1º de abril de 2019, totalizando R$ 125 mil. O valor foi dividido em dez parcelas, condicionadas ao desempenho do jogador Zé Gabriel. Segundo o empresário, as metas foram cumpridas em julho de 2020, mas o clube pagou apenas quatro parcelas. Em 30 de junho de 2025, um novo termo de renegociação foi assinado, reduzindo a dívida para R$ 85 mil, a ser quitada em três parcelas. Contudo, a última parcela, que venceria em novembro de 2025, não foi paga, levando o empresário a buscar a Justiça após tentativas frustradas de cobrança.
A Oferta do Trator
Diante da cobrança judicial, o Internacional ofereceu o trator John Deere como garantia para evitar bloqueios de contas e penhoras. O juiz Walter José Girotto, da 17ª Vara Cível de Porto Alegre, inicialmente deu um prazo de três dias para o clube quitar a dívida. Entretanto, o pedido do Internacional para suspender a execução foi negado em 21 de julho.
A Recusa do Empresário
Recentemente, Tiago Silva dos Santos rejeitou a oferta do trator, alegando que o valor em dinheiro deveria ter prioridade na ordem de penhora, conforme o artigo 835 do Código de Processo Civil. O empresário afirmou ainda que já havia enviado a nota fiscal que o Internacional alegava ser necessária para o pagamento da terceira parcela, e solicitou que o clube fosse penalizado por litigância de má-fé.
Posição do Internacional
Em sua defesa, o Internacional argumentou que o pagamento da última parcela dependia da emissão da nota fiscal pelo empresário, que, segundo o clube, não ocorreu. O caso continua a tramitar na Justiça do Rio Grande do Sul, sem um pronunciamento oficial do clube até o momento. A situação destaca não apenas a complexidade das relações comerciais no meio esportivo, mas também a importância das garantias legais em disputas financeiras, especialmente em um ambiente onde o dinheiro e a reputação estão em jogo.







