A empresária Roberta Luchsinger está no centro de uma investigação da Polícia Federal (PF) por suspeitas de tráfico de influência, relacionada ao fornecimento de canabidiol ao governo. Ela alega que buscou apoio do ex-chefe de gabinete do presidente Lula, mas nega ter feito pagamentos em troca desse suporte.
Conexão com Marcola e o fornecimento de canabidiol
Em meio a três inquéritos da PF, que também envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Roberta é acusada de tentar favorecer empresas junto a órgãos federais. As investigações, até o momento, não revelaram contratos firmados com o governo. A PF investiga intercâmbios entre Roberta e Marcola, onde ela apresentou uma proposta para o Ministério da Saúde, visando a aquisição de canabidiol.
Pagamentos e empréstimos
A PF descobriu que Roberta pagou contas de Marcola, o que levanta a suspeita de que esses pagamentos possam ter sido um favor em troca de apoio. Marcola contestou, afirmando que se tratava de um empréstimo pessoal de R$ 249 mil, já quitado. Roberta expressou arrependimento por sua abordagem, caracterizando-a como ingenuidade. “Pedir apoio foi um erro. Eu sou amiga dos meus amigos e ajudei Marcola, mas não fiz pagamentos a ele”, defendeu-se.
Propostas de melhorias no setor de canabidiol
Roberta explicou que a minuta enviada a Marcola tinha como objetivo melhorar a qualidade dos produtos de canabidiol no Brasil, que atualmente são importados sem controle adequado. Ela propôs que o Ministério da Saúde centralizasse a aquisição desses produtos, em vez de depender de compras individuais. “Queria apoio para discutir um tema tão importante e sensível”, ressaltou.
Relações pessoais com Lulinha
Desde que seu nome surgiu nas investigações, Roberta e seus advogados têm negado qualquer pagamento a Lulinha para que ele influenciasse decisões no Ministério da Saúde. Ela afirma que sempre foi transparente sobre sua relação com Lulinha, que é baseada na amizade. “Fábio e eu somos amigos, e sua esposa é minha melhor amiga. Nossas intenções de trabalhar juntos nunca envolveram interesses ilícitos”, declarou.
Resposta do presidente e evolução das investigações
Em uma recente entrevista, o presidente Lula afirmou que seu filho deve responder por qualquer ato ilícito da mesma forma que qualquer outro cidadão. A aproximação de Roberta com Lulinha ocorreu em um período conturbado, quando Lula enfrentava processos judiciais. Roberta, que se candidatou a deputada estadual pelo PT em 2018, acredita que suas mensagens estão sendo mal interpretadas.
Inquéritos em andamento
Atualmente, Roberta e Lulinha são alvos de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam possíveis crimes como tráfico de influência e lavagem de dinheiro. As investigações abrangem a tentativa de comercialização de canabidiol, negócios com a estatal Dataprev e outras operações em órgãos públicos. O relator dos inquéritos no STF é o ministro André Mendonça, com o terceiro inquérito sob responsabilidade do ministro Flávio Dino.
A situação de Roberta Luchsinger continua a evoluir, e as repercussões de suas declarações e das investigações ainda devem ser acompanhadas de perto.







