A pesquisa divulgada nesta quarta-feira (2) pela Quaest revela um panorama interessante da corrida presidencial de 2026. O ex-presidente Lula (PT) lidera com 37% das intenções de voto, seguido de perto por Flávio Bolsonaro (PL), que tem 29%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 10%.
Desempenho de Cury e a nova dinâmica da terceira via
Augusto Cury se destaca como um candidato viável na disputa, superando figuras tradicionais da terceira via, como Renan Santos (Missão), que registra apenas 3%, e Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com 1%. O crescimento de Cury, que mantém os mesmos 10% de apoio, ocorre tanto no cenário com quanto sem a participação de Pablo Marçal.
A liderança entre os independentes
Cury também se sobressai entre os eleitores independentes, alcançando 24% das intenções de voto, o que o coloca à frente de Lula, que tem 23%, e de Flávio, com 11%. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, essa ascensão é resultado do apelo de Cury junto aos eleitores que evitam a polarização entre os principais partidos.
Redução do número de indecisos e a situação no 2º turno
A pesquisa espontânea revela que o número de indecisos caiu de 51% para 42% com o início da propaganda eleitoral. Nesse contexto, Lula lidera com 28%, seguido por Flávio com 20% e Cury com 4%.
Num cenário de segundo turno, a disputa entre Lula e Flávio é acirrada, com Lula alcançando 42% e Flávio 41%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Rejeição dos candidatos e potencial de voto em Cury
Flávio Bolsonaro e Lula lideram as taxas de rejeição, com 55% e 53%, respectivamente, afirmando que não votariam neles. Em contraste, Cury apresenta um índice de rejeição de apenas 25%, e o número de eleitores que o conhecem e consideram votar nele cresceu de 10% para 21%.
Convicção do voto e aprovação do governo Lula
A pesquisa também mostra que 80% dos eleitores de Lula e 75% dos de Flávio afirmam estar certos de suas escolhas. Por outro lado, os eleitores de candidatos menos tradicionais, como Caiado e Renan, demonstram uma maior flexibilidade em suas decisões.
A avaliação do governo Lula reflete um cenário delicado: sua desaprovação está em 48%, enquanto sua aprovação caiu para 45%. A percepção sobre a economia, marcada pela relação entre renda e custo de vida, é um fator crucial para essa avaliação.
Impacto de investigações sobre candidatos
Casos recentes relacionados a Lula e Flávio também impactam a percepção do eleitorado. A pesquisa revela que 65% dos entrevistados acreditam que as investigações sobre o filho de Lula prejudicam sua imagem, enquanto 64% avaliam que o caso “Dark Horse”, que envolve Flávio, tem efeito similar.
Desinteresse pela eleição e fatores que influenciam o voto
Apesar da proximidade do pleito, 62% dos entrevistados afirmam estar pouco ou nada interessados na eleição. O interesse varia conforme a identificação política, com 50% dos lulistas e 45% dos bolsonaristas expressando interesse.
Quando questionados sobre o que mais pesa na decisão de voto, 45% dos eleitores destacam as propostas de governo como o aspecto mais importante na escolha de seus candidatos. Esse dado reforça a necessidade de os candidatos apresentarem planos claros e atrativos para conquistar a confiança do eleitorado.
A pesquisa da Quaest apresenta um cenário dinâmico e repleto de nuances que pode moldar a corrida presidencial nos próximos meses, destacando a importância das propostas e da imagem dos candidatos na percepção do eleitor.







