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Veto da UE pode impactar exportações de carne e mel do Brasil em 2026

Veto da UE pode impactar exportações de carne e mel do Brasil em 2026 Medidas da União Europeia ameaçam exportações brasileiras de carne bovina e mel, setores em crescimento no mercado europeu. Entenda os detalhes. As exportações brasileiras de carne…

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Veto da UE atinge carne e mel brasileiros enquanto ganhavam espaço no mercado europeu

Veto da UE pode impactar exportações de carne e mel do Brasil em 2026 Medidas da União Europeia ameaçam exportações brasileiras de carne bovina e mel, setores em crescimento no mercado europeu. Entenda os detalhes. As exportações brasileiras de carne bovina e mel, que vêm crescendo significativamente nos últimos anos, enfrentam um novo desafio com a proibição imposta pela União Europeia, a partir de 3 de setembro. O bloqueio se deve à alegação de que o Brasil não fiscaliza adequadamente o uso de antimicrobianos na produção de proteína animal, o que gerou críticas de empresários que veem a medida como uma tentativa de proteção do mercado europeu.

Crescimento das Exportações Brasileiras

No primeiro semestre de 2026, as exportações de carne bovina do Brasil para a Europa aumentaram 19% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 51,2 mil toneladas. Esse crescimento, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec), já era uma tendência observada em anos anteriores, com um crescimento de 7% em 2025 comparado a 2024. O valor das exportações também apresentou um aumento significativo, passando de US$ 895,7 milhões em 2024 para US$ 1,06 bilhão em 2025, uma alta de 18%.

Mercado de Mel Orgânico em Expansão

O mel orgânico brasileiro também registrou um desempenho notável, com exportações para a União Europeia alcançando US$ 6,35 milhões entre janeiro e junho de 2026, o dobro do montante do mesmo período em 2025, que foi de US$ 3,18 milhões. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), em 2025, as vendas de mel para a UE representaram cerca de 5% do total exportado pelo Brasil, enquanto, no primeiro semestre de 2026, essa participação subiu para quase 10%.

Desafios e Mercados Alternativos

Com a proibição da UE, os produtores brasileiros enfrentam o desafio de encontrar novos mercados para seus produtos. A carne bovina, que é o principal produto de origem animal exportado para a Europa, é apreciada por cortes nobres, como filé mignon e contrafilé, que são altamente valorizados no mercado europeu. O Brasil, por sua vez, tem buscado diversificar suas exportações, ampliando o acesso a mercados asiáticos, que, no entanto, demonstram interesse por cortes diferentes, como miúdos. No caso do mel, a possibilidade de encontrar mercados substitutos é igualmente incerta. Em 2025, o Brasil ocupou a 7ª posição entre os maiores exportadores de mel do mundo em volume e a 8ª em valor. Os principais destinos foram Estados Unidos, Canadá e Alemanha.

Impactos Adicionais da Proibição

A proibição da União Europeia se torna ainda mais preocupante para os setores afetados, especialmente diante das tarifas que os produtos brasileiros enfrentam nos Estados Unidos. Embora a carne bovina e o mel estejam isentos de tarifas, a relação com o mercado norte-americano é imprevisível. A Europa, até então, era considerada uma opção mais segura para os exportadores brasileiros, tornando o cenário atual ainda mais desafiador. Diante desta nova realidade, os setores de carne e mel do Brasil terão que se adaptar rapidamente para minimizar os impactos do veto europeu e explorar novas oportunidades de mercado.

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