Golpe de falsário que se passa por técnico do Grêmio lesou jogador em R$ 22 mil Atacante do Grêmio perdeu R$ 22 mil em golpe aplicado por falso treinador. Entenda como o crime ocorreu e as investigações em andamento. Um golpe audacioso que envolveu a falsificação da identidade do treinador do Grêmio resultou na perda de R$ 22 mil por um jogador do clube. O caso, que ocorreu no Rio de Janeiro, levou à prisão de um homem de 29 anos na manhã desta quarta-feira (2).
Falsário se passa por treinador para aplicar golpe
O suspeito, Lucas de Oliveira Eduardo, utilizava perfis falsos em aplicativos de mensagens, especialmente o WhatsApp, para se passar pelo técnico português Luís Castro. Ele contatava jogadores, elogiava suas performances e, em um golpe astuto, pedia doações de cestas básicas. A investigação revelou que o atacante colombiano José Enamorado foi uma das vítimas, transferindo a quantia significativa ao golpista.
Outros jogadores também foram alvo
Além de Enamorado, o zagueiro Walter Kannemann recebeu mensagens do golpista, mas suspeitou da situação e acionou a polícia. O ex-jogador Andrés D’Alessandro também foi contatado, mas sua interação já estava sob monitoramento policial, evitando qualquer perda financeira. O esquema não se limitou aos jogadores do Grêmio: atletas de outros clubes, uma equipe do futebol europeu e até um artista famoso foram identificados como alvos do golpista.
Investigação e prisão do suspeito
A 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre esteve à frente da investigação, que foi batizada de Operação Falso 9. Na manhã da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Itaperuna, no Rio de Janeiro, além do mandado de prisão preventiva contra Lucas. O esquema começou a ser desmantelado após a denúncia de que o suspeito havia contatado quatro atletas, usando uma foto do técnico para enganar suas vítimas.
Como o golpe foi estruturado
O golpista mantinha conversas prolongadas com um dos jogadores, perguntando sobre sua rotina e elogiando sua dedicação, o que ajudou a criar um vínculo de confiança. Em um momento crítico, ele solicitou que o atleta não comentasse sobre o contato, isolando-o e dificultando a descoberta do golpe. O pedido de R$ 22,5 mil foi justificado como uma doação para um grupo social no Rio, com o falso técnico alegando a necessidade de cestas básicas.
Consequências e prevenção
Após a transferência, o golpista enviou uma confirmação falsa de recebimento das cestas para encerrar a etapa inicial de fraude. Ele ainda tentou ampliar o golpe com novas solicitações, mas foi impedido devido ao limite bancário da vítima. As autoridades continuam investigando esse e outros casos semelhantes para evitar que mais atletas sejam lesados por crimes de estelionato. A situação ressalta a importância da cautela nas interações em mídias sociais e aplicativos de mensagens, especialmente entre figuras públicas e atletas, que podem ser alvos de fraudes.







