–:–:–
Conecte-se conosco

Brasileiros em Madagascar enfrentam dificuldades financeiras para voltar

Brasileiros em Madagascar enfrentam dificuldades financeiras para voltar Grupo de 23 brasileiros retidos em Madagascar pede ajuda ao Itamaraty para voltar ao Brasil após escaparem de exploração. Um grupo de 23 brasileiros, incluindo duas mulheres de Uberaba, está preso em…

6 visualizações
Brasileiros retidos em Madagascar comprovam falta de recursos para voltar, mas Itamaraty diz que não basta

Brasileiros em Madagascar enfrentam dificuldades financeiras para voltar Grupo de 23 brasileiros retidos em Madagascar pede ajuda ao Itamaraty para voltar ao Brasil após escaparem de exploração. Um grupo de 23 brasileiros, incluindo duas mulheres de Uberaba, está preso em Madagascar desde agosto, após escaparem de uma rede de exploração ligada a crimes cibernéticos. Eles relatam que não possuem recursos financeiros para custear suas passagens de retorno ao Brasil.

Condições financeiras e busca por ajuda

De acordo com a ONG Exodus Road Brazil, familiares de 11 integrantes do grupo já solicitaram à Defensoria Pública da União (DPU) a declaração de hipossuficiência, na esperança de que isso possibilite a assistência do Itamaraty. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores informou que apenas a comprovação de falta de recursos não é suficiente para garantir a repatriação dos brasileiros.

Papel do Itamaraty e critérios para repatriação

O Itamaraty esclareceu que, embora a hipossuficiência seja um dos requisitos, a repatriação é considerada uma medida excepcional e não um direito automático. Além disso, o ministério analisará se o cidadão já foi repatriado anteriormente e se há outras possibilidades de apoio, como ajuda de familiares ou amigos.

História de exploração

Os brasileiros foram atraídos para a Tailândia com falsas promessas de emprego e, posteriormente, foram forçados a aplicar golpes contra vítimas no Brasil. O grupo, que havia sido levado do Camboja, chegou a Antananarivo, capital de Madagascar, no dia 19 de agosto, após uma operação policial que desmantelou a rede de exploração.

Casos específicos entre os retidos

Dentre os retidos, estão duas irmãs de Uberaba, que acreditavam que iriam trabalhar em um salão de beleza. Segundo o irmão delas, a família não tem condições de arcar com o custo das passagens, que totalizam cerca de R$ 5,5 mil até São Paulo, além das despesas para o deslocamento até Minas Gerais.

Assistência em Madagascar e riscos envolvidos

Após a operação policial, os brasileiros ficaram sem passaportes e foram orientados pela Exodus Road Brazil a permanecer no aeroporto para evitar a perseguição da organização criminosa. Eventualmente, foram acolhidos por uma entidade local que tem fornecido alimento e abrigo, enquanto se discute a melhor forma de garantir seu retorno ao Brasil.

Compromissos internacionais e responsabilidades do governo

A Exodus Road Brazil destaca que, devido às evidências de tráfico de pessoas, é responsabilidade do Estado brasileiro garantir a proteção e o retorno seguro dos afetados. O Brasil é signatário do Protocolo de Palermo, que estabelece diretrizes para a assistência a vítimas de tráfico humano e obriga o país a facilitar seu retorno. Em resposta, o Itamaraty reafirmou que os critérios para repatriação são rigorosos, mas que existem outros aspectos a serem considerados, como o apoio de programas de repatriação disponíveis no local. O ministério também mencionou que a Embaixada em Maputo, Moçambique, que é responsável pela assistência consular em Madagascar, está em contato constante com os brasileiros.

Alertas sobre ofertas de emprego no exterior

O Itamaraty já havia emitido alertas sobre os riscos de aceitar propostas de trabalho no exterior sem a devida verificação. As ofertas atraentes, que prometem altos salários e melhores condições de vida, são frequentemente utilizadas por redes criminosas para aliciar brasileiros, conforme ressaltou uma representante da ONG. A situação dos brasileiros em Madagascar destaca não apenas a vulnerabilidade de muitos diante de promessas enganadoras, mas também a necessidade urgente de medidas que garantam a segurança e o retorno seguro dessas vítimas ao Brasil.

Mais em Brasil

Ver tudo →