No Dia da Amazônia, celebrado em 5 de agosto, cinco animais curiosos e raros foram destacados, todos registrados em Serra do Navio, no noroeste do Amapá. Essas espécies chamam a atenção não apenas pela aparência e coloração, mas também por seus comportamentos únicos e pela importância que têm para a ciência brasileira.
Explorando a Biodiversidade do Amapá
O Amapá abriga cerca de 73% de seu território protegido por unidades de conservação, territórios indígenas e quilombolas, tornando-se um dos estados brasileiros com maior cobertura ambiental preservada. Essa riqueza ecológica possibilita a presença de animais fascinantes que são difíceis de serem avistados em seu habitat natural.
Conheça os Animais Raros Registrados em Serra do Navio
1. Perereca-de-vidro (Cochranella resplendens)
Um dos destaques é a perereca-de-vidro, uma espécie quase transparente que não ultrapassa o tamanho de uma unha humana. Sua pele translúcida revela parte dos órgãos internos, especialmente na região do abdômen. Este animal é de grande relevância para a ciência; pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap), em colaboração com o fotógrafo Wirley Almeida, registraram a primeira ocorrência desta espécie no Brasil, atualizando seu mapa de distribuição.
2. Rã-kambô em Amplexo Múltiplo (Phyllomedusa bicolor)
Embora a rã-kambô não seja uma espécie rara, o registro de seu comportamento reprodutivo é intrigante. O amplexo múltiplo, onde vários machos se unem a uma única fêmea, ocorre principalmente durante a estação chuvosa, quando a presença de machos aumenta nas margens de rios e lagoas.
3. Cigarrinha-ninfa (família Fulgoromorpha)
Com cerca de cinco milímetros, a cigarrinha-ninfa se destaca pela forma peculiar de seu corpo na fase juvenil. Essa espécie foi inicialmente registrada em 2012 no Suriname e apresenta uma defesa interessante: estruturas esbranquiçadas de cera que se rompem quando um predador a ataca, ajudando-a a escapar.
4. Cobra-cega (família Typhlopidae)
A cobra-cega é um pequeno réptil com hábitos subterrâneos, que passa a maior parte do tempo escondido sob a terra. Com um corpo fino e cilíndrico, é facilmente confundida com minhocas. Suas aparições são mais frequentes durante a noite ou após chuvas, quando o solo se torna úmido.
5. Lagarta-cristal (família Dalceridae)
Por fim, a lagarta-cristal apresenta uma aparência que lembra vidro ou gelatina. Com um corpo translúcido que pode variar entre tons de âmbar e laranja, essa espécie pequena, de 1 a 2 centímetros, se destaca na floresta tropical úmida. Sua camada gelatinosa ajuda a conservar a umidade do corpo, dificultando a visualização a olho nu.
Esses cinco animais não são apenas exemplos da rica biodiversidade da Amazônia, mas também ressaltam a importância da conservação e do estudo das espécies que habitam essa região única do Brasil.







