Super El Niño: Temperatura em Campinas e Piracicaba pode subir 2°C O fenômeno Super El Niño pode elevar em até 2°C a temperatura em Campinas e Piracicaba, causando impactos significativos na região. O fenômeno climático conhecido como Super El Niño está previsto para causar um aumento significativo de até 2°C na temperatura média das regiões de Campinas e Piracicaba, ambas localizadas no estado de São Paulo. A informação foi divulgada pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).
O que é o Super El Niño?
O Super El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico, especialmente próximo à Linha do Equador. Esse aumento de temperatura afeta a atmosfera, resultando em uma menor frequência de ondas de frio e favorecendo o surgimento de ondas de calor. Além de Campinas e Piracicaba, o Cptec aponta que outras regiões do interior paulista e do sul de Minas Gerais também poderão enfrentar temperaturas acima do normal. O aumento projetado inclui:
- Ribeirão Preto (SP): +2,5°C
- São Carlos (SP): +2°C
- Sul de Minas Gerais: +1,8°C
Giovanni Dolif, pesquisador e coordenador de operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), alerta que, embora as variações pareçam pequenas, os picos de temperatura podem ultrapassar 5°C em períodos de calor intenso.
Desafios para o Brasil durante o Super El Niño
Em nível nacional, o Super El Niño tende a intensificar o risco de secas, especialmente nas regiões norte e nordeste do Brasil. Simultaneamente, as frentes frias que se deslocam do sul do continente, vindas da Argentina e do Uruguai, poderão ser bloqueadas, resultando em um aumento das chuvas no sul do país. Gilvan Sampaio de Oliveira, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), explica que a obstrução das frentes frias pode resultar em um clima mais quente e seco na região sudeste, impactando diretamente estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Impactos do Super El Niño no clima local
A intensidade do Super El Niño pode ser avaliada pelo aquecimento das águas do oceano. Desde 1982, o maior aumento registrado foi de 3,24°C em 1997, enquanto a atual elevação já chega a 2,3°C, o que pode indicar a formação de um dos El Niños mais intensos da história. O calor excessivo é um fator crucial na formação de tempestades severas. Giovanni explica que os ventos em altitudes elevadas puxam o ar quente e úmido, acelerando o desenvolvimento de tempestades. Esse processo pode resultar em microexplosões, com ventos que alcançam até 200 km/h, causando destruição nas áreas afetadas.
Histórias de impactos diretos
Casos de destruição provocados por tempestades intensas não são raros. Em julho de 2026, Ribeirão Preto sofreu com ventos de 160 km/h, levando moradores como Ana Laura dos Santos a relatar momentos de desespero ao ver suas casas alagadas. Outra residente, Maria Eduarda Bonfim, também teve que agir rapidamente para proteger sua família durante a forte ventania. Gilvan enfatiza a necessidade de que a sociedade se adapte a esse novo padrão climático, ressaltando que as mudanças climáticas estão sendo exacerbadas pelo aquecimento global.
Consequências do Super El Niño na população
Os efeitos do Super El Niño podem ser variados e impactar a população de diversas maneiras. Entre as consequências estão:
- Agricultura: O fenômeno pode elevar os preços de frutas e hortaliças devido à instabilidade climática.
- Consumo de Energia: Com o aumento da temperatura, a demanda por energia elétrica, especialmente para climatização, tende a crescer.
- Queimadas: O clima seco aumenta o risco de incêndios, tanto naturais quanto provocados pelo homem.
- Saúde: O número de atendimentos médicos por desidratação e outros problemas relacionados ao calor pode aumentar, especialmente entre os mais vulneráveis.
A população é aconselhada a tomar precauções, como evitar exposição prolongada ao sol e garantir a hidratação adequada durante os períodos de calor intenso.







